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Lizair fala sobre o movimento das pessoas com deficiência

O resgate histórico do movimento político das pessoas portadoras de deficiência no Brasil começa a sair do papel e será disponibilizado em breve para toda a sociedade, através de um livro, um vídeo-documentário e de uma ferramenta para consulta de documentos, fotos e depoimentos integrais de 25 personalidades que atuam ou atuaram diretamente nesta questão.

O trabalho está sendo feito pelo Instituto Vargas de Pesquisa, com sede em Belo Horizonte, a pedido da Organização dos Estados Íbero-americanos e da Corde (Coor­denadoria Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência).

A presidente da Pestalozzi de Niterói, Lizair Guarino, uma das mais antigas militantes da causa, deu um longo depoimento durante dois dias ao historiador Deivison Amaral e à socióloga, Mônica Maia, ambos da equipe contratada para o levantamento histórico das informações. Lizair, que sempre defendeu junto à Corde e ao Conade o resgate histórico do movimento está entusiasmada com a iniciativa.

— É um projeto de extrema importância porque vai unificar estas informações que estão espalhadas em instituições como a Pestalozzi de Niterói, as federações que lidam com a causa do portador de deficiência em vários setores, profissionais e militantes da causa. Por esta unificação, o projeto já merece atenção especial e nós estamos disponíveis para prestar o máximo de informações, inclusive documentos como cartas, ofícios, fotografias e projetos de leis que estão em nossos arquivos — afirma Lizair.

A pesquisa teve início em outubro e deverá ser concluída em setembro, quando todo o levantamento será entregue à OEI e à Corde.

— É um trabalho apaixonante com muita riqueza de informação e que está todo fragmentado. Com a unificação das informações poderemos traçar um perfil desse movimento e sua importância maior é a de que estamos podendo ouvir lideranças não só do eixo Rio-São Paulo, mas também de outras regiões onde estas informações não estão documentadas mas sim, em muitos casos, só disponíveis na memória do entrevistado — afirma a socióloga Mônica Maia.

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Texto publicado no Jornal da Pestalozzi, no. 138, de
Abril/ 2009 - Nota Bene Editora e Comunicação.
Todos os direitos reservados.
É autorizada a reprodução deste texto desde que citada a fonte.

 




 

 

 

 

 

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