O exemplo que vem do Japão, ao doar à Associação Pestalozzi de Niterói um aparelho isocinético para a reabilitação de nossos pacientes, mostra que organismos locais e os governos, federal, estadual e municipal, devem olhar com mais atenção o trabalho desenvolvido pelas instituições filantrópicas que desempenham com seriedade o seu papel.
Ao nos candidatarmos a receber recursos do Consulado Geral do Japão, tivemos que passar por uma minuciosa avaliação técnica e administrativa para provarmos que estávamos aptos a receber tal doação e que, ao recebê-la, cumpriríamos o objetivo social a que ela se destina, ou seja, melhorar a qualidade de vida dos pacientes que fazem reabilitação em nossos centros.
Nossa pergunta é por quê, ao abrirmos os principais jornais, encontramos inevitavelmente, denúncias de recursos repassados para ongs, institutos e associações de histórico pouco conhecido e, mais do que isso, com prestações de contas falhas e milhões de reais jogados no ralo e sem o objetivo final atingido.
Enquanto isso, instituições como a Pestalozzi e as Apaes vivem à mingua, com seus recursos escassos, convênios tendo seus repasses atrasados ou inexplicavelmente suspensos. O exemplo clássico vem de Manaus. A Associação Pestalozzi daquela cidade simplesmente sucumbiu à falta de recursos e devendo R$ 60 mil fechou às portas suspendendo o atendimento à sua clientela verdadeiramente necessitada. Nem o governo estadual, nem a prefeitura local e nenhum empresário procurou socorrer aquela tradicional instituição.
Por outro lado, milhões são entregues a ongs que ninguém conhece, ouviu falar ou sabe o trabalho que realizam, na maioria dos casos defendendo, tão somente, o interesse particular de meia dúzia de privilegiados. É hora de abrirem os olhos para o exemplo do Japão.